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Escritório Regional da FAO para a América Latina e o Caribe

Estudio FAO constató amplios beneficios de los programas de alimentación escolar y sus vínculos con la agricultura familiar

Realizado em 8 países da América Latina, estudo mostrou os avancos e desafios da alimentação escolar como estratégia de nutrição, segurança alimentar e aprendizagem para as crianças.

Estudio FAO constató amplios beneficios de los programas de alimentación escolar y sus vínculos con la agricultura familiar

Los programas de alimentación escolar cubren al 85 % del total de los estudiantes en los ocho países estudiados.

Brasília, 22 de agosto de 2013 – Um estudo realizado pela FAO na Bolívia, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Paraguai e Peru mostra a importância dos programas de alimentação escolar para a proteção social, a segurança alimentar e a nutrição infantil.

A nova publicação da FAO, “Panorama da Alimentação Escolar e Possibilidades de Compra Direta da Agricultura Familiar – Estudo de Caso em Oito Países” ressalta que os programas fomentam a permanência na escola e uma maior aprendizagem. Além disso, todos os países demonstram interesse em adquirir seus insumos da agricultura familiar, fomentando o desenvolvimento local.

“Essa é uma solução triplamente ganhadora: garante alimentação de qualidade para os estudantes, abre um novo mercado e a possibilidade de maior renda para agricultores familiares e promove o desenvolvimento local”, defendeu o diretor geral da FAO, José Graziano da Silva.

O estudo regional destacou que a cobertura do programa de alimentação escolar nos oitos países é, em níveis distintos de ensino e idade, de uma população de aproximadamente 18 milhões de estudantes.

O orçamento total destinado a alimentação escolar nos oito países é de aproximadamente US$ 900 milhões, o que representa um investimento anual médio por estudante de cerca de US$ 25. Os recursos são prioritariamente destinados à compra e distribuição de alimentos.

Crescente compromisso político

O compromisso dos governos com a alimentação escolar foi ampliado na região. Segundo o estudo, quase todos os países incluem a política de compras diretas dos pequenos produtores para abastecer os programas de alimentação escolar.

No entanto, a FAO informa que são necessários marcos legais e normativos para facilitar a integração dos pequenos produtores no grupo de fornecedores do Estado.

“O estudo mostra que para enfrentar os desafios dos programas de alimentação escolar devem ser envolvidos os diversos setores da sociedade, incluindo os governos, parlamentares, organizações internacionais, setor privado, comunidade educacional e a sociedade civil organizada”, comentou a coordenadora do estudo, Najla Veloso.

Programa Brasil-FAO

O estudo sobre os programas de alimentação foi realizado pelo projeto “Fortalecimento dos Programas de Alimentação Escolar no marco da Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome 2025”, parte do Programa de Cooperação Internacional entre o Governo do Brasil e a FAO, que desenvolve uma série de ações para que os países alcancem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

A experiência brasileira de alimentação escolar existe há mais de 50 anos. Em 2012, cerca de 45 milhões de estudantes de toda a educação básica participaram dos programas de alimentação escolar.

“O Governo do Brasil está disposto a contribuir para os avanços e para a melhoria da alimentação escolar não somente na América Latina e Caribe, assim como também na África”, comentou Albaneide Peixinho, coordenadora geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar do Brasil (PNAE/FNDE).

A partir dos avanços obtidos pelos Programas de Alimentação Escolar nos diversos países da região, a FAO e o Governo do Brasil recomendam que o compromisso político assumido pelos países com o tema se transforme na institucionalização de uma política de alimentação escolar para assegurar a permanente qualidade dos alimentos oferecidos nas escolas.

Em números

- A grande maioria dos programas não cobre estudantes adolescentes e adultos.

- Os estudantes recebem alimentos durante, em média, 150 dias por ano.

- O total do orçamento dos programas nos países estudados foi US$ 938.51 milhões (2011-2012).

- Os orçamentos cobrem aquisição, armazenamento e distribuição de alimentos.

- É preciso melhorar a infraestrutura, capacitação de pessoas, monitoramento e avaliação.