Doenças Transfronteiras

O atual processo de globalização está gerando profundas mudanças e um grande dinamismo nos sistemas de saúde animal e de inocuidade de alimentos a nível regional e mundial. Os intercâmbios comerciais de animais e produtos de origem animal e o aumento do turismo incrementam a vulnerabilidade dos países frente à entrada potencial de agentes patogênicos que podem afetar a saúde animal, com graves conseqüências econômicas, sociais e comerciais.
A FAO define as Doenças Transfronteiriças dos Animais (ENTRAS) como aquelas que têm importância econômica, comercial e/ou para a segurança alimentar de um grupo de países, que podem ser facilmente difundidas a outros países, alcançar proporciones epidêmicas e que requerem para seu controle e erradicação a cooperação entre países.
A FAO em sua ação contra as ENTRAS criou o Sistema para a Prevenção de Emergências das Pragas e Doenças Transfronteiriças dos Animais e Plantas (EMPRES, siglas em inglês), destacando na pecuária a erradicação da Peste Bovina no âmbito mundial, expandindo posteriormente a outras ENTRAS que reapresentam uma ameaça sanitária e econômica séria para os países e regiões que padecem das doenças.
A emergência sanitária mundial causada pela atual epizootia da Gripe Aviar de Altamente Patogênica H5N1 (variedade asiática), originada na Ásia no final de 2003, impulsionou a criação de uma nova modalidade de trabalho mais coordenado, através do Programa Global para o Controle Progressivo das Doenças Transfronteiriças dos Animais (GF-TADs na sigla em inglês). Esta iniciativa conjunta da FAO e da OIE, formalizada em 2004, favorece as alianças entre países e regiões, assim como com outras agências vinculadas a saúde animal e humana e a luta contra as ENTRAS.
O GF-TADs iniciou-se no continente americano em 2005. Por meio de consultas regionais foram estabelecidas seis ENTRAS prioritárias para a região: febre aftosa, gripe aviar Altamente Patogênica, peste suína clássica, encefalopatia espongiforme bovina, bicheira e raiva.
|