Segurança Alimentar e Luta Contra a Fome

Existe segurança alimentar quando todas as pessoas têm a todo o momento acesso físico e econômico a alimentos inócuos e nutritivos em quantidade suficiente para satisfazer suas necessidades nutricionais e alimentares a fim de levar uma vida ativa e sana. Cada país deverá adotar uma estratégia em consonância com seus recursos e capacidades para alcançar seus objetivos e cooperar para dar soluções coletivas aos problemas mundiais de segurança alimentar.
Muitos países na América Latina e Caribe têm avançado de maneira importante em alcançar o Primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, que busca reduzir pela metade o número de famintos até o ano 2015. Entretanto, os países com as taxas mais altas de subnutrição na região, tais como Bolívia, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua e Paraguai, deverão fazer grandes esforços, não somente em termos de crescimento, mas também em matéria de distribuição de renda, com o objetivo de melhorar as condições de vida dos famintos.
Além do apoio continuo oferecido aos países membros no combate à fome, tradicionalmente dado através de projetos técnicos, a FAO RLC embarcou na implementação da Iniciativa América Latina e Caribe Sem Fome (ALCSH), lançada inicialmente por Guatemala e Brasil.
A Iniciativa ALCSH é um esforço de países comprometidos com a urgente necessidade de eliminar a fome; de organismos que compreendem o enorme preço da pobreza extrema e suas conseqüências; de empresas que assumem sua responsabilidade social; e de pessoas que confiam na possibilidade de solucionar este problema definitivamente. O Escritório Regional da FAO para América Latina e Caribe assumiu o desafio de liderar esta iniciativa, que opera desde sua sede em Santiago. A Iniciativa conta com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional (AECI), assim como o apoio de governos da região, materializado no Grupo de Trabalho que dá seguimento a Iniciativa, formado por 10 países.
Suas tarefas principais estão relacionadas a três áreas de ação:
- Dar um alto perfil ao problema da fome e ao direito à alimentação nas agendas nacionais, regionais e sub-regionais, assim como na agenda dos organismos internacionais e das empresas responsáveis. O direito à alimentação deve ser uma política de Estado e a sociedade deve estar informada a respeito de sua importância e apoiar sua implementação.
- Reforçar as capacidades dos países para implantar políticas públicas e programas para erradicar a fome e garantir o direito à alimentação.
- Monitorar o estado da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) dos países envolvidos, no âmbito dos ODM, até 2015 e, depois, até a vitória final sobre a fome na Região.
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